Florianópolis tem duas ilhas dentro da mesma ilha. De um lado, o brilho de vidro dos parques tecnológicos da SC-401, onde fortunas nascem da noite pro dia. Do outro, o Ribeirão da Ilha, onde famílias como a de Lara Silveira cultivam ostra há gerações — at

Florianópolis tem duas ilhas dentro da mesma ilha.De um lado, o brilho de vidro dos parques tecnológicos da SC-401, onde fortunas nascem da noite pro dia. Do outro, o Ribeirão da Ilha, onde famílias como a de Lara Silveira cultivam ostra há gerações — até um fundo de investimento decidir que aquela terra vale mais vazia.Lara conhece bem as duas ilhas. Cresceu numa, fugiu pra virar especialista em segurança corporativa do outro lado do país, e agora volta disfarçada de auditora pra investigar uma startup que pode estar sendo espionada por dentro.O que ela não esperava era descobrir que as duas guerras — a da empresa e a da própria família — têm o mesmo inimigo.Ilha do Silício é um thriller sobre fachadas, sobre o que fica pra trás quando escolhemos partir, e sobre o momento em que proteger os outros exige parar de se proteger primeiro.Para leitores de suspense corporativo cerebral e thriller com raízes genuinamente brasileiras.

Numa plataforma offshore a quarenta minutos de helicóptero da costa, alguém plantou um código que espera em silêncio. Não para atacar. Para ser descoberto — e só então agir.Lara Silveira tem onze dias para descobrir quem está sabotando a empresa.Entre reuniões de conselho e uma sala de servidores no meio do Atlântico, o relógio não para — e da próxima vez que a pressão subir, pode não haver tempo para descer.Pressão de Fundo é um thriller técnico e visceral sobre sabotagem industrial e as pessoas dispostas a arriscar tudo para proteger — ou destruir — o que uma família construiu.

Dona Firmina mede a vazão da nascente desde que a filha entrou na escola. Dezoito anos, balde de vinte litros e cronômetro, num caderno de capa dura.É a única série histórica que existe naquele vale. Não há dado do Estado, não há da universidade, não há da empresa. Há o caderno dela.Quando uma auditora independente chega ao Vão do Paranã para verificar a integridade da venda de uma mina de terras raras, ninguém a impede de trabalhar. Ao contrário: entregam tudo, depressa, com sumário. É uma operação exemplar, conduzida por gente competente, dentro da lei, com todos os laudos assinados por profissionais habilitados.Só que um dos laudos mediu a água durante dez dias de estiagem, quando não havia nada a medir, e escreveu uma frase que ninguém tem como conferir.Lara Silveira tem trinta e um dias, nenhum poder de requisição e uma certeza que não vira prova. A comunidade tem o caderno, uma nascente que baixa todo ano e o direito de decidir sozinha o que fazer com uma informação frágil.Alguém vai decidir sobre aquela água. A única pergunta é quem.

"Em 19 de maio de 1986, o Brasil rastreou vinte e um objetos no céu do Vale do Paraíba, levantou cinco caças atrás deles e admitiu, em cadeia nacional, que não sabia o que eram.Isso não é ficção. Está documentado, está público, e qualquer pessoa pode consultar.Quarenta anos depois, Tadeu Bicalho aceita escrever seis mil caracteres sobre a efeméride porque precisa pagar a fatura do cartão. Não acredita em disco voador. Continua não acreditando quando encontra um piloto reformado de setenta e um anos que cria abelhas numa chácara e conta a mesma história há quatro décadas — arredondada, lisa, sem surpresa nenhuma.Mas há três frases que o velho repete palavra por palavra, sempre iguais. E uma delas é sobre uma sala, três semanas depois de maio, com civis presentes, um documento assinado e um carimbo vermelho.Essa reunião não consta em lugar nenhum.Os arquivos brasileiros foram abertos de verdade em 2010. Ninguém queimou nada, ninguém escondeu nada, ninguém cometeu crime algum. Alguém apenas foi até lá depois e reorganizou o que tinha sido aberto — porque quem define como um documento é catalogado define se ele existe.Tadeu vai encontrar tudo.E não vai poder publicar nada."

Tadeu Bicalho passou o ano inteiro depois de ""Ninguém Queimou Nada"" tentando provar uma coisa simples: que nada foi destruído. Só reindexado até ficar impossível de achar. Ele provou. Não achou o homem.
Agora ele sabe como procurar — não pelo que Genaro Villaça escondeu, mas pelo que ele não consegue deixar de fazer. Um homem escondido há sete anos ainda escolhe onde morar pelo mesmo critério de sempre: perto de um rio, com nome que ele goste.
Nomes de Rio segue Tadeu de pousada em pousada, de cartório em cartório, atrás de um rastro que não é de fuga — é de rotina. Ninguém o ameaça. Ninguém precisa. A instituição por trás do desaparecimento nunca ergue a voz: ela oferece, documenta, arquiva, cumpre a lei à risca. E é exatamente por isso que não existe adversário nenhum pra vencer.
Este é um romance sobre o método, não sobre o mistério — sobre o trabalho de apuração que ninguém filma, os becos sem saída que custam meses, e o que sobra depois que a pergunta certa finalmente substitui a errada. Não tem disco voador em cena. Não tem perseguição, nem tiro, nem vilão de fala ameaçadora. Tem um homem dirigindo sozinho, aprendendo devagar que encontrar alguém e publicar uma matéria sobre ele não são, nunca foram, a mesma vitória.
Se o que você quer é a mecânica silenciosa de como um país inteiro pode reorganizar a própria memória sem apagar uma linha sequer — e o preço pessoal de ser o único a notar — este livro é seu. Se o que você quer é ação, é melhor procurar em outro lugar.
Segundo volume da série Rastro Anômalo. Recomenda-se ler Ninguém Queimou Nada antes.